sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Melhor foto de natureza escolhida pelos leitores da National Geografic 2011

Fotografia: Dafna Ben Nun

A foto é de belugas (baleias-brancas) se divertindo no Ártico. Realmente encantadora.

Localização da fotografia: Norte da Rússia

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O JARDIM BOTÂNICO VAI À ESCOLA: A EXPERIÊNCIA DOS JARDINS BOTÂNICOS BRASILEIROS

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APRESENTAÇÃO

     O Jardim Botânico vai à escola: a experiência dos jardins botânicos brasileiros é uma publicação pioneira no campo da educação em jardins botânicos. Organizado pela Pesquisadora Tania Maria Cerati é fruto do projeto “O Jardim Botânico vai à escola”, criado para fomentar os programas educativos dos jardins botânicos brasileiros e consolidar essas instituições como importantes espaços educativos que conservam a biodiversidade. O livro mostra a experiência de dez jardins botânicos que implantaram o projeto junto às escolas públicas do seu entorno e relata diversas práticas educativas cujo tema é a biodiversidade local. A atualização dos professores, o uso de materiais pedagógicos produzidos exclusivamente para o projeto, o desenvolvimento de um projeto interdisciplinar na escola e a produção didática dos alunos são os assuntos tratados em cada capítulo, onde podemos observar a diversidade cultural, o conhecimento da flora regional, a criatividade das equipes e os problemas ambientais de cada região. Com inúmeras idéias práticas para o desenvolvimento de experiências dentro e fora da sala de aula, esta publicação é um material didático que incentiva professores e educadores ambientais a abordar o tema biodiversidade, contribuindo para a formação de uma geração que valoriza e protege o meio ambiente.
     Participam deste livro os seguintes jardins botânicos: São Paulo, Salvador, Porto Alegre, Paulínia, João Pessoa, Museu Emílio Goeldi, Curitiba, Belo Horizonte, Agronômico de Campinas, Rio de Janeiro.

Vera Lucia Ramos Bononi - Diretora Geral do Instituto de Botânica

INSTITUTO DE BOTÂNICA - SETOR DE VENDAS
FONE: (0xx11) 5067-6028 - com Fátima Frige
FAX: (0xx11) 5073-3426
Contato: vendalivros@ibot.sp.gov.br

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

domingo, 15 de janeiro de 2012

Caminhada em Alambari/SP

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“A estrada da vida de cada um é uma incógnita. Planejamos, sim, mas sem poder afirmar quantos quilômetros poderemos ainda percorrer e nem o tempo que teremos para isso. Não sei o que virá depois da próxima curva. Mas o que sei é que antes dela, cada um deve procurar fazer-se feliz. Depois, virá o que virá...”

Letícia Thompson

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Resistir e viver a resiliência…

Hoje, faz exatamente um ano da tragédia que aconteceu na região Serrana do Rio! Não dá para imaginar o sofrimento daquela gente no meio de tanta destruiçao. O pior que ainda hoje, muitas famílias continuam desalojadas e sem nenhuma assistência. O mais impressionante é que aquele cara  que diz que é governador do Rio, está mais preocupado com a Copa do Mundo em 2014.  Leonardo Boff, que vive em Petrópolis, nos presenteia com esse texto fantástico sobre a resiliência na nossa vida pessoal. Para mim, esse texto trouxe um conforto enorme pela situação que passo atualmente. Que possamos também em 2012 dar a volta por cima nos revezes da vida.

Os cenários da situação da humanidade, especialmente nos países centrais, são perturbadores. As crises escondem grande padecimento humano, especialmente dos mais vulneráveis dos quais quase ninguém fala.

Face a esta situação devemos resistir e viver a resiliência, vale dizer, aquela atitude de enfrentar com destemor os problemas, dar a volta por cima e aprender dos revezes da vida, pessoal e coletiva.Isso se impõe se a crise geral atingir também nosso pais, o que não é impossível. O importante é não se resignar mas manter a vontade de mudar e crescer. Neste contexto, lembrei-me de um mito antigo da área mediterrânea da Europa por mim já referido em outros escritos.

De tempos em tempos, reza o mito, a águia, como a fênix egípcia, se renova totalmente. Ela voa cada vez mais alto até chegar próxima ao sol. Então as penas se incendeiam e ela toda começa a arder. Quando chega a este ponto, se precipita do céu e se lança qual flecha nas águas frias do lago. Através desta experiência de fogo e de água, a velha águia rejuvenesce totalmente. Volta a ter penas novas, garras afiadas, olhos penetrantes e o vigor da juventude. Seguramente este mito subjaz ao salmo 103 onde se diz:”O Senhor faz com que minha juventude se renove como uma águia”.

Fogo e água são opostos. Mas quando unidos, se fazem poderosos símbolos de transformação. Segundo a psicologia do profundo de C. G. Jung, o fogo simboliza o céu, a consciência e as dimensões masculinas no homem e na mulher. A água, ao contrário, a terra, o inconsciente e as dimensões femininas no homem e na mulher. Passar pelo fogo e pela água significa, portanto, integrar em si os opostos e crescer na identidade pessoal. Ninguém ao passar pelo fogo ou pela água permanece intocado. Ou sucumbe ou se transfigura, porque a água lava e o fogo purifica.

A água nos faz pensar também nas grandes enchentes que temos assistido, estarrecidos, em janeiro de 2011 nas cidades serranas do Estado do Rio, especificamente na minha na qual vivo, Petrópolis. Assistimos aqui a um verdadeiro tsunami que carregou tudo que estava pela frente, matando centenas de pessoas e deixando um sem número de desabrigados. São tragédias, evitáveis mas que acontecem e que devemos enfrentá-las com coragem. O fogo nos faz imaginar as fornalhas que queimam e acrisolam tudo o que não é essencial, deixando ouro ou o ferro puros. São as notórias crises existenciais. Ao fazermos esta travessia dolorosa e purificadora, deixamos aflorar o nosso eu profundo. Então amadurecemos para aquilo que é autenticamente humano. Quem recebe o batismo de fogo e de água rejuvenesce como a águia do mito antigo.

Mas indo diretamente ao assunto: que significa concretamente rejuvenescer como águia? Significa entregar à morte tudo aquilo que de velho existe em nós para que o novo possa irromper e ser integrado. O velho em nós são os hábitos e as atitudes que não nos engrandecem, como a falta de solidariedade para com os pobres, as palavras duras para com os familiares, a vontade de ter razão em tudo, o descuido para com o lixo, o desperdício da água e nossa surdez face ao que a natureza nos quer dizer. Tudo isso deve ser entregue à morte para podermos inaugurar uma forma sustentada de convivência entre os humanos e com os demais seres da criação. Numa palavra, significa morrer para ressuscitar.

Rejuvenescer como águia significa também desprender-se de coisas que um dia foram boas e de idéias que foram luminosas mas que lentamente se tornaram ultrapassadas e incapazes de inspirar o caminho da vida.

Rejuvenescer como águia significa ter coragem para recomeçar e estar sempre aberto a escutar, a aprender e a revisar. Em outras palavras, viver concretamente a resiliência. Não é isso que nos propomos cada ano?

Que o ano de 2012 que acaba de se inaugurar, seja oportunidade de perguntar o quanto de galinha existe em nós que não quer outra coisa senão ciscar o chão ou o quanto de águia ainda há em nós, disposta a rejuvenescer, a desenvolver resiliência e a confrontar-se corajosamente com os tropeços e as crises da vida.

http://leonardoboff.wordpress.com